segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Rio Tietê - Uma viagem sofrida e violenta!

NASCENTE EM SALESÓPOLIS

Nesta cidade no interior paulista, a água brota limpa e transparente por entre pedras, dentro da reserva ambiental Parque Nascentes do Rio Tietê. Em plena serra do Mar, a nascente fica a 1 027 metros de altitude. Dá para encontrar peixes, plantas e vários animais vivendo no rio ou ao redor dele. Quem for mais corajoso pode até beber a água...
BIRITIBA MIRIM
Neste trecho já há vestígios de poluição, mas a maior parte dela ainda é orgânica. O maior estrago aqui é feito por agrotóxicos e fertilizantes jogados na água por fazendeiros da região. Eles literalmente fertilizam a água (principalmente quando contém fosfato) e fazem as plantas aquáticas proliferar e competir com os peixes e outros seres vivos por oxigênio

MOGI DAS CRUZES

Aqui a casa começa a cair: o rio começa a receber esgotos domésticos das cidades da região. Os dejetos chegam à água sem tratamento nenhum, fator que mais contribui para a poluição. Imagine a descarga dos 362 mil moradores de Mogi indo parar direto no rio. Resultado: neste pedaço, são despejadas cerca de 60 toneladas de esgoto por dia
GUARULHOS

Na Grande São Paulo, são 680 toneladas de esgoto (medidas em oxigênio necessário para consumir a poluição) diárias. A partir daqui, são 100 quilômetros de rio morto: com a sujeira, nenhum peixe ou planta sobrevive - sobram apenas bactérias anaeróbias. Neste trecho, o rio também fica paradão. Como sua largura e profundidade foram diminuídas, a vazão é de 114 mil litros por segundo, pouco para um rio desse porte
PIRAPORA DO BOM JESUS

Neste trecho, há espumas brancas que se formam quando restos de detergente são agitados pelas cachoeiras. Essas quedas auxiliam o rio a recuperar vida: ajudam a barrar naturalmente a poluição e a movimentar e oxigenar a água, em um processo natural chamado autodepuração. Além disso, novos afluentes jogam um balde de água fria, mas limpa, no Tietê
CONCHAS

Com mais oxigênio, voltam a surgir peixes, plantas, algas e micro-organismos. Antes de chegar aqui, o rio ainda recebe água de boa qualidade de afluentes como o rio Sorocaba e o rio Capivari, ganhando cara de rio "normal" novamente. Apesar da poluição remanescente, aqui já há barcos navegando e até quem arrisque nadar nele

BARRA BONITA

Quando chega por aqui, o Tietê já se recuperou do passado negro e virou um belo rio. A qualidade das águas ainda não é ideal, mas, com um bom tratamento, já serve até para abastecer algumas cidades. Mas nada é perfeito. Daqui até chegar à sua foz, no rio Paraná, na bacia do Baixo Tietê, em mais 600 quilômetros de curso, não há medição sistemática da poluição, apenas controles esporádicos.
Como podemos observar, a natureza se encarrega de recuperar aquilo que o homem polui, mas podemos fazer muito mais e evitar que os dejetos sejam jogados ao rio logo no inicio de seu curso  e desta forma teremos um rio que, com certeza, nos trará muitas alegrias em todo o seu curso.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Logística Reversa - A reciclagem inteligente!


A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos é o "conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei."

A logística reversa é "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação".


Ela operacionaliza o retorno dos bens de pós-consumo, bem como os de pós-venda, que são descartados pelos consumidores, de forma a buscar a revalorização desses bens na medida do possível, ou quando isso não é mais possível, destiná-los a locais ambientalmente adequados como aterros sanitários. Para isso são necessárias atividades como coleta, triagem, embalagem, estocagem e novamente o transporte


Esse processo, atualmente é uma preocupação constante para todas as empresas e organizações públicas e privadas, tendo quatro grandes pilares de sustentação: a conscientização dos problemas ambientais;a sobre-lotação dos aterros; a escassez de matérias-primas; as políticas e a legislação ambiental.

A logística inversa aborda a questão da recuperação de produtos, parte de produtos, embalagens, materiais, de entre outros, desde o ponto de consumo até ao local de origem ou de deposição em local seguro, com o menor risco ambiental possível. Assim, a logística inversa trata de um tema bastante sensível e muito oportuno, em que o desenvolvimento sustentável e as políticas ambientais são temas de relevo na atualidade.

Em um breve resumo a logística é uma ferramenta da administração cujo seus principais objetivos são: Comprar, receber, armazenar, separar, expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, na hora certa, no lugar certo, ao menor custo possível"

E com a ajuda da tecnologia, os produtos reciclados vem sendo muito bem utilizados em diversos setores como no asfalto, pois se recicla pneus velhos e transforma sua matéria-prima  em asfalto, entre outros. 


Na qualidade também tornou-se uma regra para que a empresa use métodos em que  seja uma regra para que tudo que a empresa utilizar possa ser reaproveitado, nota-se que diversas empresas utilizam por exemplo a coleta seletiva, onde se é separado alumínio, plastico, orgânico  pet, entre outras coletas. 

A não reciclagem dos produtos resulta em aterros cada dia mais abarrotados


sábado, 10 de agosto de 2013

O Alto Tietê está investindo na preservação do Meio Ambiente?

Congestionamentos intermináveis, poluição, enchentes, calor. Esses são alguns problemas comuns no dia a dia de todos nós, que moramos na cidade. Segundo dados do Censo, em 2010, apenas 16% da população brasileira vivia em áreas rurais e a expectativa é que, até 2050, 70% de toda a população mundial esteja localizada em centros urbanos segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Isso significa que as cidades, que já estão em alto nível de expansão, continuarão crescendo expressivamente e, com elas, os problemas ligados à falta de planejamento urbano.


Para diminuir os contratempos ligados à vida urbana, empresários e gestores públicos, de vários lugares do mundo, têm investido na criação das chamadas Cidades Inteligentes. O tema, que será debatido no Sustentar 2013 nos dias 29 e 30 de agosto em Belo Horizonte, exige atenção. Criar Cidades Inteligentes significa planejar maneiras efetivas de facilitar e melhorar a vida dos cidadãos. Trata-se de investir na criação e apropriação de experiências internacionais que se adequem à realidade de cada local. Por exemplo, o investimento em ciclovias nas cidades com relevo plano é uma solução simples, mas que influencia diretamente na qualidade de vida, diminuindo a emissão de gases nocivos lançados por automóveis e incentivando a população a ter uma vida saudável com menos tempo gasto no trânsito. A criação de jardins e praças arborizados, com plantas variadas, além de ser uma opção de paisagismo, ajuda na regulação da temperatura e umidade local.

Instalar dispositivos para tratamento da água nos edifícios, utilizar materiais que evitam o aquecimento dos centros urbanos, construir canais de drenagem nas ruas e avenidas, realizar coleta seletiva de lixo também são soluções que ajudam a diminuir a poluição e a amenizar processos que interferem no meio ambiente (como efeito estufa, inundações, ilhas de calor). Porém, também há soluções mais simples, que podem ser realizadas sem grandes custos, pelos próprios moradores da cidade. Como, por exemplo, a instalação de locais de coleta de água da chuva para uso em atividades menos nobres, como lavar o chão ou regar as plantas. Ou construir ambientes com janelas grandes e sem cortinas, que ajudem na diminuição do uso de luz elétrica e na ventilação do ambiente.

Cidades Inteligentes são aquelas que permitem uma melhor qualidade de vida para a população com menos gastos, seja de tempo ou dinheiro. Existem várias alternativas, mas todas exigem planejamento. Para isso, tanto o poder público, quanto o poder privado e, principalmente, a população precisam se comprometer com a ideia. As mudanças não acontecem da noite para o dia. O primeiro passo é investir na divulgação dos ideais desse novo formato de cidade, para que as pessoas entendam o que são esses projetos e porquê eles podem melhorar sua qualidade de vida. Só assim passarão a exigir planejamentos urbanos inteligentes, construções sustentáveis e as coisas começarão a mudar no país. Qualquer lugar pode ser melhor planejado, independente do tamanho da população, do relevo ou de qualquer outro fator. Com estudo e pesquisa, com certeza é possível descobrir a melhor solução para uma determinada cidade.
(Artigo publicado originalmente no Jornal Estado de Minas em 30-07-2013)